Wednesday, 19 November 2008

Stories on Human Rights 13th November Sao Paulo




In the pictures: Daniela Thomas (filmmaker), Adelina von Furstenberg (President ART for The World), crew at the premiere.

Wednesday, 12 November 2008

La Folha de Sao Paolo on our exhibition in Sao Paulo



O ARQUITETO DA IMAGEM

Encenador provocador, Bob Wilson, 67, apresenta em SP vídeo-retratos sobre a vulnerabilidade e a passagem do tempo 

São Paulo, terça-feira, 11 de novembro de 2008

O dramaturgo e artista Bob Wilson se apaixonou pela babysitter do amigo Tom Waits. Sua prova de amor, tempos depois, foi enterrá-la até o pescoço e filmar tudo em alta definição. A babá era a atriz Winona Ryder, que assim viveu Winnie, personagem de "Dias Felizes", do dramaturgo Samuel Beckett, num vídeo-retrato.

Ele também fotografou o ator Brad Pitt de cueca sob chuva artificial, a atriz Isabella Rossellini como uma Alice mais soturna do que a imaginada por Lewis Carroll e o ator Steve Buscemi em pose de açougueiro, com uma carcaça ensangüentada.

Esses vídeos quase sem movimento, fotos que tentam mostrar a passagem do tempo, chegam amanhã ao Sesc Pinheiros, em São Paulo. "Consegui atingir o mesmo grau de detalhe que busco no teatro", diz Wilson à Folha. "Dá para ver cada pêlo, cada poro."
Wilson, conhecido por suas montagens arrebatadoras, até então não havia trocado o palco pelo estúdio fotográfico, mas decidiu encarar a novidade por causa da tecnologia. "O vídeo agora se aproxima da fotografia. Antes, era impossível filmar o preto absoluto, o vermelho virava alaranjado", lembra.
De fato, as cores nos retratos beiram a estridência: o azul pluvial que envolve Brad Pitt, o rosa-choque dos cabelos de Winona Ryder, o escarlate da carne crua diante de Steve Buscemi. Em contraponto, o silêncio é absoluto. O autor não saiu à procura de texto nem música para acompanhar as imagens.
"Tem a ver com ouvir o silêncio", afirma Wilson, que importa dos palcos essa estratégia. "Meu trabalho no teatro sempre começa muito silencioso, só com imagens. Parto sempre do imobilismo, não tratando de idéias, mas de uma experiência momentânea, mais próxima do comportamento animal. Esses retratos são como olhar um urso selvagem e não se mexer, porque senão ele avança."
É o mesmo estado de suspensão e vulnerabilidade que marcou o teatro de Beckett. "Ele não era dramaturgo só de palavras, mas de imagens, que pensava em termos visuais", descreve Wilson. "Se você monta "Dias Felizes", vai muito além do texto, cria uma imagem: a de uma mulher imóvel, enterrada até o pescoço."
Não espanta que, no retrato de Wilson, seja Ryder a escolhida para o papel da vulnerável Winnie. Na condição de celebridade, sob o escrutínio permanente da mídia, a atriz também sentiu o peso do mundo.
Wilson, assim como Beckett, encara a gravidade da existência com economia verbal. Daí a paixão dos dois por atores do cinema mudo como Charlie Chaplin e Buster Keaton. "Foram os primeiros a desenvolver uma linguagem visual", afirma Wilson. "Os olhos deles eram coreografados."


Teatro de sensações

Em cena, a "dança" de Wilson segue uma lógica sensorial, não calcada em descrições lineares ou sentidos estanques. A dramaturgia fica em segundo plano, sucumbe à arquitetura: "Muito do que se vê no palco hoje entende a dimensão visual como mera decoração, quando o teatro deveria partir da arquitetura. O que vemos é tão importante quanto o que ouvimos, mas, na maioria dos casos, é o texto que guia a imagem."
Foi a partir da ópera "Einstein on the Beach" (1976), parceria com Philip Glass, que Wilson inscreveu de forma definitiva sua marca nas artes cênicas americanas: a abstração com eventuais arroubos megalômanos -a ópera não tinha enredo e durava cinco horas. Quatro anos antes, encenara "Ka Mountain and Guardenia Terrace" por sete dias, no topo de uma montanha iraniana.
A interpretação peculiar do apocalipse em "Death, Destruction and Detroit" (1979), no Schaubühne de Berlim, projetou seu nome na Europa. Na década seguinte, criou trabalhos para instituições de Paris, Salzburgo e Hamburgo. Acabou mais reconhecido do outro lado do Atlântico do que em casa.
"Na Europa, há uma tradição de ir ao teatro e ver não só trabalhos de seu país como também de fora. Nos EUA, estamos isolados. Meu trabalho é um teatro artístico, e não há espaço para isso aqui. O que temos é teatro de bulevar, para turistas, a título de entretenimento. Não há nada de errado com isso, mas é só o que temos", afirma.
Ainda que tenha flertado com o showbiz nos vídeo-retratos agora exibidos em São Paulo -a imagem de Pitt foi parar na capa da "Vanity Fair"-, Wilson reafirma sua inquietação criativa em projetos de contornos mais experimentais.
Ele acaba de voltar do Japão, onde filmou uma coreógrafa que perdeu os movimentos. Quase anônima no Ocidente, a personagem foge dos ideais de glamour para explicitar a tensão entre imobilismo e movimento, cara ao artista. Luca Neves/Silas Martì

Tuesday, 11 November 2008

Wilson will direct the funeral of Marina Abramovic




The Serbian artist Marina Abramovic ordered to Bob Wilson the scenography of its proper burial, to have certainty that, in the hour of the death, everything will be leaved as she wants. "Who lives well needs to die well", said the artist to the Folha de Sao Paolo. The moment of the descending of the coffin will be also the first scene of the drama "Life and Death of Marina Abramovic", that Wilson will direct, with the premiere foreseen for 2011 in a theater of New York.

ART for The World at its beginnings (1995)


Dialogues of Peace was organized at the occasion of the 50th Anniversary of the United Nations at the UN headquarters in Geneva. In this exhibition, sixty artists from all over the world presented work dedicated to the encouragement of tolerance and solidarity through the universal language of art for a peaceful coexistence between people. Artworks were presented in the large corridors of the United Nations building were thousands of officials and diplomats walk along daily and also placed in the large courtyard of the building and in the Ariana Park.
Dialogues of Peace was the starting point for ART for The World's future action: to develop a new and creative forms of collaboration between artists, institutions and other members of the international community towards a meaningful dialogue between people of different cultures and to foster education and art as important vehicles for the defense of human rights. 

In the picture: Dialogues de Paix, 1995, Adelina von Furstenberg (President of ART for The World) with Willie Bester & Participating Artists.  

Thursday, 6 November 2008

Last days to "Shake your rights"



On November 14th: DEADLINE to upload your posters for Shake your rights contest. 
SHAKE YOUR RIGHTS is an international poster competition created by ART for The World Europa and NABA – Nuova Accademia di Belle Arti - Milano, under the patronage of the Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR) and of the Italian Ministry of University and Research, for the 60th anniversary of the Universal Declaration of Human Rights. It is open to students enrolled in fine art colleges. 

Tuesday, 4 November 2008

Teresa Serrano, Glass Ceiling, making-of


TERESA SERRANO
Glass Ceiling
Mexico, HD, b/2, 2 min. 17 sec. 

In the short film - voiceless and with the camera from different angles - we follow a man and a woman, both middle-aged and dressed in casual business clothes, climbing a wide and high open staircase. The man has a coiled rope in his hand. They climb slowly and independently from each other, the man lassoing the woman every time she gets a step or two ahead of him. At the top of the stairs there is a large glass door leading to the building’s floor of offices. The man walks through and crosses the hallway, without a backwards glance nor spoken word, while the woman is left alone standing rigidly and emotionless. Then she walks back a few steps and with strength throws her heavy bag against the glass door, which breaks into pieces. A dazzling light fades out to the end.


Stills: Thomàs Canchola