Tuesday, 16 December 2008

Dangerous Games by Marina Abramovic

Paris December 10th: Official screening at Palais de Chaillot

From top to bottom, from left to right: 1) Shot from Palais de Chaillot 2) Laura Frencia, Murali Nair 3) Adelina von Furstenberg with the press office Faits & Gestes 4) Braco Dimitrevich, Jasmila Zbanic 5) Guka Omarova, Sergei Bodrov, Adelina von Furstenberg 6) Lisa Drehuis 7) Maria Cristina Molo, Sieger Sloot 8) Etgar Keret 9) Shira Geffen 10) Afsané Bassir-Pour 11) Francesco Jodice, Elena Quarestani, Elisabetta Galasso 12) Abderrahmane Sissako

Paris December 10th: Press Conference

From top to bottom, from left to right: 1) Michela Negrini 2) Jasmila Zbanic 3) Runa Islam 4) Charles de Meaux 5) Abderrahmane Sissako, Ivan Giannini, Murali Nair 6) Abderrahmane Sissako 7) Guka Omarova

Monday, 15 December 2008

Paris, December 9th: Musée de Montparnasse

From top to bottom, from left to right: 1) Sarkis 2) Adelina von Furstenberg, Fumihito Tanaka, Jean Digne 3) Elisabetta Galasso, Idrissa Ouedraogo, Runa Islam 4) Christoph Neracher 4) Gilles Duval, Serge Roué 5) Adelina von Furstenberg, Bram Schouw

Milan: Stories on Human Rights in Piazza Duomo

Eritrea: Stories on Human Rights in Asmara

Dear colleagues,



The first presentation of the film "Stories on Human Rights" in Asmara took place yesterday and - as I write - a new screening is taking place and will be followed by five more screenings until Saturday. The event was a success.


"Glass Ceiling" by Teresa Serrano and "A Boy, a Wall and a Donkey" by the Palestinian filmmaker Abu-Assad were absolute hits, but especially the Eritrean public liked a lot the short on the border crossing by "purples" and "yellows" ("What about me?" by Keret/Geffen) and the one with the old ladies on participation ("Participation" by Jasmila Zbanic), which I find quite telling. The main objective of the event, which was for me to get people to think and to discuss was fully achieved, with people staying until late in the night in the cinema hall to debate.


The event was opened by my speech and by the statement of the UN Secretary General read by the local UN Resident Representative.


When we meet, I hope to be ale to tell you more about this "adventure".



Paola Amadei
Head of Delegation
European Commission - Eritrea


Friday, 5 December 2008

60th Anniversary on Euronews

The European channel Euronews presents in a video some initiatives for the 60th Anniversary of the Universal Declaration.

Wednesday, 3 December 2008

Robert Wilson in Sao Paulo

Bob Wilson conference on November 27th at SESC, with ART for The World 

Wednesday, 19 November 2008

Stories on Human Rights 13th November Sao Paulo




In the pictures: Daniela Thomas (filmmaker), Adelina von Furstenberg (President ART for The World), crew at the premiere.

Wednesday, 12 November 2008

La Folha de Sao Paolo on our exhibition in Sao Paulo



O ARQUITETO DA IMAGEM

Encenador provocador, Bob Wilson, 67, apresenta em SP vídeo-retratos sobre a vulnerabilidade e a passagem do tempo 

São Paulo, terça-feira, 11 de novembro de 2008

O dramaturgo e artista Bob Wilson se apaixonou pela babysitter do amigo Tom Waits. Sua prova de amor, tempos depois, foi enterrá-la até o pescoço e filmar tudo em alta definição. A babá era a atriz Winona Ryder, que assim viveu Winnie, personagem de "Dias Felizes", do dramaturgo Samuel Beckett, num vídeo-retrato.

Ele também fotografou o ator Brad Pitt de cueca sob chuva artificial, a atriz Isabella Rossellini como uma Alice mais soturna do que a imaginada por Lewis Carroll e o ator Steve Buscemi em pose de açougueiro, com uma carcaça ensangüentada.

Esses vídeos quase sem movimento, fotos que tentam mostrar a passagem do tempo, chegam amanhã ao Sesc Pinheiros, em São Paulo. "Consegui atingir o mesmo grau de detalhe que busco no teatro", diz Wilson à Folha. "Dá para ver cada pêlo, cada poro."
Wilson, conhecido por suas montagens arrebatadoras, até então não havia trocado o palco pelo estúdio fotográfico, mas decidiu encarar a novidade por causa da tecnologia. "O vídeo agora se aproxima da fotografia. Antes, era impossível filmar o preto absoluto, o vermelho virava alaranjado", lembra.
De fato, as cores nos retratos beiram a estridência: o azul pluvial que envolve Brad Pitt, o rosa-choque dos cabelos de Winona Ryder, o escarlate da carne crua diante de Steve Buscemi. Em contraponto, o silêncio é absoluto. O autor não saiu à procura de texto nem música para acompanhar as imagens.
"Tem a ver com ouvir o silêncio", afirma Wilson, que importa dos palcos essa estratégia. "Meu trabalho no teatro sempre começa muito silencioso, só com imagens. Parto sempre do imobilismo, não tratando de idéias, mas de uma experiência momentânea, mais próxima do comportamento animal. Esses retratos são como olhar um urso selvagem e não se mexer, porque senão ele avança."
É o mesmo estado de suspensão e vulnerabilidade que marcou o teatro de Beckett. "Ele não era dramaturgo só de palavras, mas de imagens, que pensava em termos visuais", descreve Wilson. "Se você monta "Dias Felizes", vai muito além do texto, cria uma imagem: a de uma mulher imóvel, enterrada até o pescoço."
Não espanta que, no retrato de Wilson, seja Ryder a escolhida para o papel da vulnerável Winnie. Na condição de celebridade, sob o escrutínio permanente da mídia, a atriz também sentiu o peso do mundo.
Wilson, assim como Beckett, encara a gravidade da existência com economia verbal. Daí a paixão dos dois por atores do cinema mudo como Charlie Chaplin e Buster Keaton. "Foram os primeiros a desenvolver uma linguagem visual", afirma Wilson. "Os olhos deles eram coreografados."


Teatro de sensações

Em cena, a "dança" de Wilson segue uma lógica sensorial, não calcada em descrições lineares ou sentidos estanques. A dramaturgia fica em segundo plano, sucumbe à arquitetura: "Muito do que se vê no palco hoje entende a dimensão visual como mera decoração, quando o teatro deveria partir da arquitetura. O que vemos é tão importante quanto o que ouvimos, mas, na maioria dos casos, é o texto que guia a imagem."
Foi a partir da ópera "Einstein on the Beach" (1976), parceria com Philip Glass, que Wilson inscreveu de forma definitiva sua marca nas artes cênicas americanas: a abstração com eventuais arroubos megalômanos -a ópera não tinha enredo e durava cinco horas. Quatro anos antes, encenara "Ka Mountain and Guardenia Terrace" por sete dias, no topo de uma montanha iraniana.
A interpretação peculiar do apocalipse em "Death, Destruction and Detroit" (1979), no Schaubühne de Berlim, projetou seu nome na Europa. Na década seguinte, criou trabalhos para instituições de Paris, Salzburgo e Hamburgo. Acabou mais reconhecido do outro lado do Atlântico do que em casa.
"Na Europa, há uma tradição de ir ao teatro e ver não só trabalhos de seu país como também de fora. Nos EUA, estamos isolados. Meu trabalho é um teatro artístico, e não há espaço para isso aqui. O que temos é teatro de bulevar, para turistas, a título de entretenimento. Não há nada de errado com isso, mas é só o que temos", afirma.
Ainda que tenha flertado com o showbiz nos vídeo-retratos agora exibidos em São Paulo -a imagem de Pitt foi parar na capa da "Vanity Fair"-, Wilson reafirma sua inquietação criativa em projetos de contornos mais experimentais.
Ele acaba de voltar do Japão, onde filmou uma coreógrafa que perdeu os movimentos. Quase anônima no Ocidente, a personagem foge dos ideais de glamour para explicitar a tensão entre imobilismo e movimento, cara ao artista. Luca Neves/Silas Martì